Quanto de Você Ainda Cabe em 20 Dias?

O tempo não é apenas o que passa no relógio, mas o que fazemos com as pausas que a vida nos impõe


Capa do artigo sobre o livro 20 Dias.



  

    Dizem que são necessários 21 dias para se criar um novo hábito. Mas eu descobri, entre silêncios e páginas em branco, que bastam 20 dias para uma vida inteira ser questionada, revirada e, finalmente, reconstruída.

    Muitas vezes, passamos anos no modo automático. Acordamos, cumprimos tarefas, sorrimos por educação e guardamos nossas angústias em gavetas que nunca abrimos. Até que o destino, ou a nossa própria alma, decide que é hora de parar. Foi dessa pausa forçada, desse mergulho profundo no espelho, que nasceu a essência do que compartilho com vocês.

    Em meu livro "20 Dias", a jornada não é sobre uma viagem geográfica, mas sobre uma expedição para dentro de si mesmo. É sobre o peso das verdades que omitimos e a leveza que sentimos quando finalmente decidimos ser honestos com quem somos.

    Quantas vezes você já sentiu que precisava apenas de um tempo para recalcular a rota?

    Nossas "Pílulas de Reflexão" (que preparei com tanto carinho para os apoiadores da página) são pequenos fragmentos dessa descoberta. Elas nos lembram que o tempo é um recurso finito, mas a nossa capacidade de recomeçar é infinita. Se hoje você sente que está apenas "passando pelos dias", talvez seja o momento de permitir que os dias passem por você, deixando marcas, lições e, acima de tudo, mudanças.

    Não espere uma crise para se reencontrar. Às vezes, 20 dias de atenção plena ao que o seu coração diz valem mais do que décadas de uma vida distraída.

    E você? Se tivesse 20 dias para mudar apenas uma coisa na sua história, por onde começaria?




-Amilton Costa

 

O Peso das Trilhas que Não Escolhemos

 Quantas trilhas podemos seguir sem nos distanciarmos de nós mesmos?



    Viver é, em grande medida, a arte de colecionar caminhos. Alguns nós escolhemos com a ponta dos dedos, cheios de certeza; outros, somos empurrados a trilhar pelo vento das circunstâncias. Mas, entre uma curva e outra, surge uma pergunta que ecoa no silêncio dos nossos devaneios: por onde andamos enquanto o mundo segue girando?

    Muitas vezes, passamos anos a fio em trilhas que não nos pertencem. Caminhamos por conveniência, por medo de decepcionar alguém ou simplesmente porque esquecemos de consultar o nosso próprio mapa interior. O perigo não é o cansaço da caminhada, mas o momento em que olhamos para os lados e não reconhecemos mais os nossos próprios passos.

    Em meu livro "De Boca Aberta", escrevi: “Quantas trilhas podemos seguir sem nos distanciarmos de nós?”. Essa não é apenas uma frase de efeito, é um convite ao inventário da alma.

    O grande impacto da vida não está na ausência de erros, mas na força que nos impulsiona a mudar de rota. Se hoje você sente que a trilha está pesada ou que a paisagem já não faz sentido, lembre-se: recomeçar exige honestidade. Exige a coragem de admitir que alguns labirintos foram vasculhados exaustivamente e que, talvez, seja a hora de buscar a saída.

    Não existem dias pequenos quando decidimos voltar para casa — e essa casa, quase sempre, somos nós mesmos. Que a cura para os seus "venenos diários" chegue sem culpa, permitindo que você desenhe uma rota onde a sua essência seja, finalmente, a bússola principal.

    Esta busca por não nos distanciarmos de nós mesmos é o coração de tudo o que escrevo. Trechos como este fazem parte das reflexões que amadureci ao longo dos anos e que hoje ganham vida nas páginas de 20 Dias. Se você sentiu que estas palavras tocaram em algum ponto da sua própria caminhada e deseja levar essas reflexões para a sua cabeceira, o livro está disponível para te acompanhar em cada novo recomeço.

    E você? Sente que está na trilha certa ou está em busca de um novo recomeço? Conte-me nos comentários.

-Amilton Costa

 

O Inventário das Gavetas




   Sempre houve um mundo acontecendo enquanto o consultório estava em silêncio. Por anos, guardei fragmentos de conversas, olhares de soslaio e a poesia escondida na rotina de quem passava pela minha cadeira. Eram histórias que não cabiam em fichas técnicas, mas que transbordavam para o papel nas horas vagas.

   Hoje, decidi que essas memórias não pertencem mais apenas ao fundo das gavetas. Este espaço renasce para ser o que sempre foi em essência: um abrigo para crônicas, romances e a sensibilidade do dia a dia.

   Sou Amilton Costa, e daqui para frente, convido vocês a serem meus companheiros nessa jornada literária. Vamos observar as rotinas, colecionar memórias e descobrir, juntos, o que há por trás das palavras.

Sejam bem-vindos de volta.

-Amilton Costa

Do tempo de ir e voltar

      Pessoal, depois de tanto tempo sem postar nada, não que ideias não existam, mas o tempo e as decisões deram outro rumo à minha vida. Neste tempo mudei de emprego algumas vezes e de cidade também. Histórias ainda existem e que nunca foram publicadas, nem por aqui e nem no livro De Boca Aberta. Quem sabe um dia eu as publique, por aqui ou por lá...
          Não tenho tempo certo nem hora para escrever, quando a ideia surge ou quando algo acontece ( como no caso das crônicas) detenho-me a passá-las pro papel. Assim foi desde 2007 quando dediquei parte de meu tempo por aqui, e de minha vida também. Foi um período muito bacana, conheci pessoas que ainda hoje me inspiram e mantemos diálogo. Interessante que mesmo neste tempo sem postar nada muita gente ainda visita o blog diariamente. Muito obrigado!
       Escrevi até um romance neste intervalo de tempo- ficção-mas uma história que também não teve hora pra começar nem terminar.
Sou assim mesmo, estou sempre indo e voltando.

                                                     Abraços